Todos os que fazem o que faço, iniciantes, médios ou grandes, conhecem o olhar irônico e faminto da página em branco.
Conhecem o perigo que ela representa de nos desviarmos do “a que viemos”, ou de fazer o “a que viemos” aquém de nosso querer, ou pior, a ele causar variados desastres. O texto, hoje em dia não tenho dúvidas, recebido o ponto final e afastamento, é um animal de vida própria.
E conhecem o desconforto que ela, página branca, causa com o semblante que diz, assim desafiador: “o que você tem pra mim?”
Mas, a escrita blogueana é como “surrealismo geral”, vale tudo nesse "aleatoris framentatum"; há especial liberdade, algo punk, na escrita geral blogueana. E vim falar da Linda perry...
A LINDA PERRY, OH LINDA PERRY.
Sabe, um dia o Veríssimo, durante a escrita temática no Zero Hora (Porto Alegre – RS), com tema duplo, tema 1: a família do Boca, tema 2: as férias... Bem, ele colocou o velhão da família parado e vem a bolinha do frescobol (é esse mesmo o nome do jogo), atrás da bolinha –de fresco-bol- vem uma (vamos usar a liberdade blogueana para não dizer que...) gostosa, tipo uma que “reflexou” os cabelos há pouco (de meu círculo distante de conhecidos), e fala com ele “tio...” E o sujeito pensa: “tio... se ela soubesse do que sou capaz de fazer; tio... queria que ela sonhasse um pouquinho só das estrepolias que”... e diz ele gentilmente “sim, aqui está” (a bolinha do... frescobol).
LINDA PERRY, OH LINDA PERRY. Sabe, ela não é modelo, não é o tipo curvilínio, ela é quase até meio garrinchona, veja o clipe e entenda o que digo... Mas tenho um tesão danado por ela... Um tesão platônico, ok? Tipo do senhor do Veríssimo que alcança a bolinha de... frescobol... A vida de todos é cheia de tesão platônico; um grego contou que a raposa deu um pulo e não alcançou as uvas e disse ‘estão verdes’. Amor platônico é aquele que não podemos comer... E temos que expressar indiferença.
Mas a LINDA PERRY, OH LINDA PERRY, sabe, eu a desejo pela voz... pode uma coisa destas? Ela tem um rosto lindo... Mas o meu tesão pela Linda Perry vem pela voz... O Macaco Simão (gosto bobos declarados à parte, gosto muito dele) disse um dia comentando o carnaval, que um sujeito ao saber que a Luma de Oliveira desfilaria nua, numa carroça puxada por um burro, escreveu para eles... ‘começo chupando pelo burro’...
Bem, Linda Perry, ela toca guitarra, LINDA PERRY, OH LINDA PERRY. Seus olhos negros e tristes... seu sorriso lindo... LINDA PERRY, OH LINDA PERRY.
Bem, desincorporando esse tarado disfarçado de poeta medíocre, (vamos entender bem o sentido da palavra tarado aqui no contexto, ok? Não sejamos burros. O burro da Luma é de outro contexto...).
Digamos que o que LINDA PERRY fez no rock foi !!!, ela marcou a ferro e fogo um pedaço grande do tempo, no circuito musical... Às vezes, muitas vezes, um ato é mais importante que trezentas peças... Sobre isso Andy Warhol disse à forma dele “todos tem direito a cinco minutos de fama”. E os artistas às vezes têm direito a cinco minutos de eternidade.
LINDA PERRY, OH LINDA PERRY, em meu salão de coleção de 5 minutos de eternidade, paro e te olho, o chapéu estranho, a guitarra de pontas de cordas propositadamente espetados em desordem, a força em você, teus lábios, teus traços de mulher negra, teu cheiro de mulher (sim eu o sinto só de te olhar), tua beleza de infinitude... LINDA PERRY, OH LINDA PERRY. (CLIQUE NA SETA, DUAS VEZES SE NECESSÁRIO, PARA VER O CLIPE. FONTE: YOUTUBE).
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