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Na poesia existe a mesma problemática dos púlpitos, que traz minha recusa a determinados indivíduos, portentosos em fama ou nem tanto. Que problemática? Terem uma distinta, talentosa, até, gama de domínios plásticos sobre as tintas, a língua, os trinados dos instrumentos musicais, mas então, diz: "Faça!" (mas não faz); "a sociabilização, o socialismo é lindo..."(mas não pratico); "O comunismo é lindo" (mas aqui tenho meu castelo, dinheirim que não alavanca nada nem ninguém, meus amiguins e meus amigos coronéis); "tudo é lindo, tudo é lindinho" (mas meu humor REAL, fora dos puxa-saquismos institucionais e individuais, é uma bosta); "a promiscuidade, o lixo, o desmonte das pessoas, a imperfeição, a descontinuidade, o punk, a anarquia", mas (Cadê meu chazinho com biscoitos, meu leitinho da hora certa de todos os dias, e os leiteiros de plantão?); "É preciso isso, isso, isso e aquilo"; (Quem taí? não, não, não, diga que não estou).
A realidade destes poetas é o de um rei e sua corte; afinal, que fazer? Dizer: Se merecem, e às vezes uma província é só uma província de barro, de barros e mais barros e projetos que trocam de capa. POBRE DA POESIA RICA.

Um comentário:
No contexto, província se refere à 'província de poetas', não geográfica, etc, etc...
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