no sentido de apontar esse ou aquele critério, opção, como melhor. Mas, de certa forma sou obrigado a julgar, no sentido de que posso e devo fazer escolhas. Não é o caso de não ficar em cima do muro por obrigação moral, é sim caso de não ficar porque é impossível não optar. O pólo sul da ignorância é o ódio, o pólo norte da alegria é a loucura. Nem um nem outro eu quero. Viajo entre os dois, no espaço e no tempo. E principalmente viajo entre as pessoas, seus mundos, suas coordenadas. De acordo com as atitudes alheias, conforme suas ações e reações, construo minhas escolhas. Procuro entender que o mundo todo é feito de escolhas, a partir do momento que desconsideramos a grande parcela do destino, que põe um guri nascendo na Etiópia outro no Canadá. Maquiavel, no seu estilo genial, lembra que podemos governar ao menos um trecho de nossos destinos e que podemos nos dar a prever determinados eventos. É, obrigado “Maqui”, foi graças ao teu “toque”, que ontem não fui à ruína total da crença nas pessoas. Eu estava prevenido, até... Mesmo que no momento do baque, tenha sido balançado nos principais alicerces, consegui a sanidade necessária para realinhar os pensamentos que obrigam a acreditar no destino humano. O eixo manteve-se intacto, reconstruí a partir da previdência que guardou em mim o óleo perfumado e balsâmico que explica com simplicidade que as pessoas não nos decepcionam, nós é que construímos um exagero sobre o que esperamos das pessoas, e conseqüentemente destruímos o que realmente não existia, e construímos uma decepção! “Putz, como ele(a), pôde fazer isso?” . Na realidade deveria ser “Putz, como avaliei mal a estrutura vital dessa pessoa”, e seguir adiante, com tanta naturalidade quanto a ovelha mãe que Saramago põe a cheirar o filhote que levou uma acidental cajadada, e que ao ver que não há vida no filho, recomeça a pastar como há poucos minutos. Não creio que exista espaço em meu ser para desilusões amorosas sejam no quanto à amizade ou no quanto a uma mulher. Não porque eu tenha hoje um coração de aço, de forma alguma, pois aí não seria poeta. Sim porque algo está definido em mim, a ilusão. A ilusão existe, mas apenas em liberdade plena no exercício da arte. Em minha vida ela surge e em menos de um segundo é acorrentada com um tipo de material que faz o titânio parecer manteiga. Tenho quatro filhos novos, não sei até quando serão realmente filhos meus, espero que para Sempre, na ordem: Diogo, Wilken, Willian e Bruno. Eles têm me causado grande esperança e fé, até hoje, dia 20 de 04 de 2008. Espero que a evolução de tudo mantenha sempre a amizade como a construção de poesia a que se refere Heráclito na abertura de “A Parte do Fogo” (M. Blanchot). Esse fato, de esses meninos e alguns outros amigos deles estarem comigo ajudando a construir a “família que escolhemos”, tem me feito imaginar que fiz a opção correta ao não matar em mim a crença na 9ª de Beethoven, Schiller e Jesus Cristo. Não acredito em Deus, não acredito em Jesus Cristo, na forma que as Igrejas (ah, como gostaria de escrever com i minúsculo), principalmente as “New”, -que tem aqueles verdadeiros templos virtuais sobre os quais fico curioso quando infiro sobre o que um Jesus que chutou toda a vendilhagem “no Templo” diria sobre...- contam sobre propósitos... Mas acredito em Deus ou Deuses e em Jesus Cristo. No primeiro como o mais bem guardado segredo da Natureza, e no segundo, com a estranheza de que ele e não qualquer outro que fez aparentemente igual ou mais, como uma Luz para a fraternidade.
É, novamente... Gide, tens razão...”Oh, dínamo maldito, bendito dínamo”... Sabe, que bom, que madrugada abençoada essa em que te encontrei sem a máscara que em ti eu tinha posto... Boa sorte, você merece a vida como nela acredita... :o) .
domingo, 20 de abril de 2008
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